Você está aqui:Home»Blog»Mostrando itens por tag: memórias - Vista da Janela

ANIVERSÁRIOS

Terça, 26 Fevereiro 2013 08:34
Publicado em Blog
Meus netos comemoraram seus aniversários juntos. Ela fez quatro em fevereiro e ele fará dois em abril. A festa foi na casa onde moram. Minha nora se esmerou na decoração. Corações de papel laminado esparramados pelo chão davam a impressão de serem pétalas de rosas. Os convidados, na sua maioria, tiraram os sapatos assim que entraram. Tinha um pula-pula e uma piscina de bolinhas. Não tinha refrigerante algum. Sucos de frutas foram sendo feitos durante toda a festa. As comidas foram colocadas ao alcance das crianças e dos adultos. Ninguém serviu ninguém. Quase me esqueci disso, mas lembrei a tempo de disfarçar e deixar a bandeja com tortas salgadas no lugar de onde a tirei. O professor de capoeira da aniversariante distraiu as crianças durante uma hora, falando mansinho e fazendo exercícios da arte que ele domina. As crianças gingaram, pularam e rolaram. Aprenderam nomes como cabaça e berimbau. Depois, foi a vez de outro professor, o Alê. Com o violão em punho e jeito de menino levado, cantou e contou estórias. Não falou na Cinderela, nem no Rei Leão ou no Nemo. Contou estórias de índios e lendas das matas. Hipnotizou as crianças que lhe escutaram. Algumas crianças foram na piscina. Todas, em algum momento, gastaram um pouco de suas energias na cama elástica. Quando sentiram vontade pegaram frutas, milho cozido, pães de queijo ou alguma outra comidinha. Os brigadeiros evaporaram assim que as duas crianças sopraram suas velas. A festa durou quase cinco horas. Todos se divertiram e tudo deu certo. Enquanto tentava adormecer, foi inevitável recordar de quando eu era criança, pois sempre comemorei meu aniversário junto com meu irmão. Menos de 30 dias separavam nossos aniversários. Isso significava juntar no playground do prédio onde morávamos nossas duas turmas da escola, umas cinquenta crianças. Significava, entre muitas delícias, montanhas de cachorro quente e de sanduiches de queijo que esticavam. Na hora de cantar os parabéns, não faltavam centenas de brigadeiros, um bolo de morango e um pavê de amendoim. Não sabíamos que guaraná e coca cola faziam mal e bebíamos litros e litros. Corríamos e ríamos. Brincávamos muito. Devíamos fazer bastante barulho e bagunça. Adormeci com sorrisos de crianças desfilando na minha cabeça. Meus netos, os amiguinhos deles, meu irmão, meus amiguinhos... Acordei com a deliciosa sensação de ter sorrido a noite toda.  

O BILHETE

Quinta, 28 Março 2013 17:28
Publicado em Blog
  Fui à ótica para dar um jeitinho nos meus óculos escuros. Era a terceira ou quarta vez que eu os levava para algum remendo. Não dava mais! Tive que aceitar a realidade. Pode jogá-los fora... Pedi apenas o estojo. Como se eu estivesse com um pássaro ferido nas mãos, delicadamente, tirei de dentro dele um bilhete e mostrei o papel já bem surrado para o homem que estava me atendendo. O olhar que recebi demonstrava mais que interesse. Era um olhar que me abraçou e me convidou a ler aquela mensagem: “À minha queridinha Rosali, Se eu pudesse lhe dar todas as felicidades possíveis e imagináveis... Se eu pudesse fazer com que você ficasse sempre saudável de corpo e alma... Se eu pudesse dar-lhe muitas alegrias e “naches”... Então eu não seria Mãe, mas uma pessoa com poderes mágicos. O meu turbante não me dá esses poderes... Mas os meus desejos são tão fortes, e pelo AMOR de filha e pessoa que você é, tenho certeza, D’us vai me escutar! Parabéns pelo aniversário! (51). Beijos, Beijos com muito carinho, Mamãe! 20/07/2004.” Eu não me contive e terminei de ler chorando. Um copo de água apareceu na minha frente. Agradeci o gesto. Bebi um gole. O homem me deu a certeza de ter disponibilidade para saber mais sobre minha história e senti vontade de lhe contar sobre como de repente, num dia como outro qualquer, o câncer de minha mãe apareceu. Foi apenas dois ou três meses antes dela escrever esse bilhete. Surgiu tão esquisito. Mamãe me ligou para dizer que sua calça nova não fechava na cintura. Não achei importante. Minha cabeça estava ocupada com outros assuntos. Corta os doces, mãe, e capricha na hidro. Isso não vai ser nada. Dias depois, ela insistiu e marquei um médico. Havia razão de sobra para sua preocupação. Ela foi internada e depois dos exames fez uma cirurgia exploratória. O médico apareceu no quarto do hospital já tarde da noite. Veio a temida notícia. Estávamos já deitadas e ouvimos a sentença caladas. Quando o médico saiu, mamãe pediu para apagar a luz e disse que era hora de dormir. Vamos conversar melhor sobre isso amanhã. Boa noite, minha filha. Não acreditei que ela conseguisse conciliar o sono! Em poucos segundos, escutei seu ressonar. Ela adormeceu em paz. Creio que naquela noite, ela resolveu que ia se agarrar no seu bom humor e na sua forma leve de encarar as situações que a vida lhe apresentava. Quis ainda compartilhar com aquele homem uma lembrança que me ocorreu. Perguntei se ele queria escutar. Por favor, conte... Então, disse a ele, que uma vez, numa fila de cinema, mamãe se fez passar por uma pessoa que adivinhava o futuro, pois seu turbante, o mesmo que ela cita no bilhete, lhe fazia incorporar essa personagem. Uma moça acreditou e queria marcar hora... Eu e o homem da ótica trocamos sorrisos. Como você voltou a falar no bilhete, me disse o homem, fiquei com uma curiosidade sobre uma palavra que sua mãe usou. O que é “naches” (lê-se narres)? É uma palavra em idish. Tenta traduzir uma mistura de orgulho com felicidade, um sentimento quase que indescritível. Aquela coisa que acontece com muita frequência no peito de um pai ou de uma mãe, quando um filho ou filha se forma, se casa, ganha um neném, recebe alguma promoção na vida ou até, simplesmente, demonstra estar de bem com a vida. Ele disse que entendeu. Achava até que já havia sentido “naches” dos seus filhos. Sorri. Ele passou a me mostrar armações. Meia hora depois, saí da loja com óculos novos e com a sensação de ter feito uma longa viagem.    

Pequena palestra para um Dia das Mães

Sexta, 10 Maio 2013 09:57
Publicado em Blog
Honestamente, a primeira emoção que me inunda no Dia das Mães é a saudade que sinto da minha Mãe. Não é tristeza, nem revolta. Longe disso! É uma saudade mansa e já calejada. É como um vento que descabela, mas não maltrata. Só faz questão de que se saiba que está presente. Parece que o que acontece então, é que mamãe chega mais perto. Como se tivesse viajado para longe, para algum lugar indefinido e distante e, por algum motivo inexplicável, ela se aproxima. Passo a sentir a sua presença, seu cheiro me inebria e seu toque delicado me domina. O doce conforto de estar embalada em seus braços se traduz numa incomparável sensação de paz. Sou levada a fechar os olhos e, por um momento, fico confusa a ponto de eu me indagar se voltei a ser criança. São momentos mágicos. Não sei como, nem quando passei a ter acesso a esses momentos. Não sei ensinar ninguém a fazer o mesmo. Nem pensem que é má vontade. É assim mesmo... foge a qualquer esfera racional e lógica. E eu adoro... Após me saciar e me sentir plenamente bem no meu papel de Filha, posso direcionar-me para a Mãe que sou. Sinto alegria revisitando histórias com meus dois filhos. Fui uma mãe jovem. No meu tempo... (Quem diria que eu já estaria usando esse recurso!) Bem, no meu tempo, casávamos por volta dos vinte anos e não demorávamos a ter filhos. Não há nada na minha vida que se compare com as grandes emoções que vivi nesse papel de Mãe. À medida que meus filhos foram crescendo, fui percebendo necessidades diferentes. O espantoso foi perceber cada vez menos necessidades. Fui me tornando dispensável. Um choque! E agora? Aprenderam a voar e até deixaram o ninho. Já haviam me falado sobre isso... Depois de digerir bem toda essa grande novidade, consegui entender direitinho que passei a ser mãe de adultos e não demorei muito a me permitir sentir orgulho de ter feito um bom trabalho. Depois que os filhos cresceram e se casaram, vivi, sem saber, como se estivesse me preparando para uma tremenda e fabulosa aventura. Foram anos de construção de algo novo em mim: uma Avó. Descobri que guardava um desejo de voltar a segurar bebes no colo, fazê-los adormecer cantando músicas da jovem guarda ou do cancioneiro judaico, brincar no chão, dar banho, alimentar... e tudo isso foi crescendo dentro de mim. A grande novidade era que não me cabia nenhuma possibilidade de ajudar a fazer acontecer. Querer ser avó é um desejo de quem está na torcida, de quem, no máximo, acompanha o jogo, mas não joga. Uma vez cheguei a ganhar uma linda boneca de meu filho Marcelo e de sua esposa Regiane, era para eu me acalmar... Minha primeira neta, Luna, já tem 4 anos. Como se tivessem arrombado comportas, foram surgindo os meus outros netos: Melissa, 3, Leo, 2 e Giovana 7 meses.  Sou avó exatamente da maneira que minha vontade sonhou. Não posso ser original num tema como esse. Não esperem isso de mim. Preciso afirmar que reconheço e sua muito grata pela benção de ter tido meus filhos e meus netos. Sou grata também pelas noras e sogra que tenho. Nada dessa história teria acontecido se não fosse um encontro que se deu no século passado, em 1969. Era carnaval.  Um moço fantasiado de esfarrapado chamou minha atenção. Não ficamos, nem fomos audaciosos  a ponto de avançar sinais. No nosso tempo a toada era mais devagar... Namoramos 5 anos. Fizemos planos e sonhamos muito. Queríamos muito mais que alguns tons de cinza, queríamos o arco íris inteiro. E fomos buscar. Foi esse moço que me transformou primeiro em mulher e depois em mãe. Esse moço é hoje avô junto comigo. Poderia eu ter tido um rumo melhor? Uma história mais espetacular? Não acredito que seria possível. Vivo a melhor das histórias. Às vezes sou protagonista, outras sou coadjuvante e outras apenas plateia. Cada vez, creio eu, estou tentando melhorar na arte de entrar e sair de cena. Aplaudo a todos, filhos, noras e netos. Dou a mão para o meu marido e sinto alegria e paz inundarem minha alma, puro farguinign... Para concluir, desejo para vocês nesse próximo Dia das Mães: Que cada um de vocês possa relembrar e celebrar sua história de vida! Que suas mães, onde quer que elas estejam, consigam se aproximar de vocês e lhe aquecer os corações!

Sessenta

Terça, 23 Julho 2013 11:20
Publicado em Blog
Entrei nos sessenta e minha primeira dúvida é se exclamo ou coloco reticências. Por ter alcançado seis décadas, recebi carinho de muita gente e de várias formas. Amigos e parentes quase me garantiram que há muita coisa boa pela frente com seus votos de felicidades. A sensação que paira em mim é de que fui pega pela mão e até no colo, fui embalada e acariciada, fui mimada. Tive festa e ganhei muitos presentes. Meu marido conseguiu traduzir seu amor através de um aniversário inesquecível. Fui surpreendida até quase perder o fôlego. Renato foi seu grande cúmplice e tudo foi mágico. Tudo foi perfeito. Foi uma reunião salpicada de amor para celebrar a alegria de viver. Uma sombra passa na minha cabeça e me faz lembrar que meu pai só viveu mais dez anos que o tanto que agora alcancei viver. E minha mãe dezesseis. O tique taque de um sinistro contador de tempo me arrepia. Tenho planos de estar com os netos por muitos anos ainda, pois preciso lhes contar muitas coisas, estar para eles quando precisarem de mim e quero também, ou principalmente, usufruir do farguinign (palavra em idish, praticamente intraduzível, que quer dizer satisfação em alto grau, um prazer inebriante) de ver as conquistas que farão através das suas jornadas de vida. Quero passear, rir, desfrutar da vida. Quero ter muitos outros encontros com pessoas que amo. Quero escrever e escrever para dar vazão às ideias que me inundam. Não posso assegurar quanto tempo mais vou seguir terapeuta. Talvez uns anos. Tenho que ter mais sabedoria para usar o tempo... Preciso de paz para buscar aprender tantas coisas... Quero ainda milhares de vezes, estar com meus filhos e suas lindas famílias. Quero esticar ao máximo meus momentos com meus tios, sogra e todos que me enxergam como uma menina. Eu busco neles meus pais e sei que eles sabem disso. Muitas vezes, no meio de um jogo de palavras cruzadas, por exemplo, chego a esperar ouvir mamãe ou papai dando algum palpite no jogo ou enganchando numa das conversas que rodeiam o tabuleiro. Ah! Eis que surgem as lágrimas que estavam emboladas dentro de mim! Choro. Desafogo. Incluo meu irmão nos meus pensamentos e desejos de aproximação. Deixo-me ficar um pouco com eles. Preciso e gosto de ficar assim. E me abro para receber meus avós, meu sogro, amigos e reverencio a todos com emoção. Parece que ajeito alguma coisa dentro de mim. Parece que faltava incluí-los oficialmente na ocasião festejada. Já se passaram três dias. Estou com sessenta. Já ficou na minha memória a linda festa e tudo que aconteceu até todos voltarem para suas casas. Ficou um livro com lembranças preciosas e declarações de amor de mais de oitenta pessoas que fazem parte da minha vida. Ficaram mensagens na minha caixa de e-mails e no facebook. Em mim, dentro de mim, fica a certeza da vontade de seguir adiante e os agradecimentos pela vida abençoada nesses primeiros sessenta anos.    

YOM KIPUR

Quinta, 19 Setembro 2013 10:03
Publicado em Blog
YOM KIPUR* Cada ano que chega o Dia do Perdão, relembro os ensinamentos que recebi ainda criança e como tal imagino o Todo Poderoso inscrevendo nomes num grande livro. Tudo em meio a nuvens e paisagens celestiais. Sei, pois foi assim que aprendi, que tenho que pensar em tudo o que andei fazendo e verificar se há algo que posso resolver, ou, ao menos, remediar. Um vacilo numa hora dessas pode ser literalmente fatal! Neste ano de 5774, aos primeiros sons do Kol Nidrei*derramei algumas lágrimas. Quase não acompanhei as rezas pelo livro de orações. E não foi por rebeldia. Preferi ir para longe, ainda que a voz do rabino insistisse em tentar me cutucar. Devaneei como quem ganhou asas e se soltou sem obedecer a nenhuma limitação convencional. Foi extasiante. Não demorou muito e eu embarquei num doce reencontro com meus avós. Abracei-os, sentindo seus peitos fartos e macios, como se fossem ninhos, como se fossem lugares que eu tanto andei a procura. Estava eu nesse estado de graça, quando um movimento incomum me despertou. Algumas mulheres discutiam. Fazia calor na sinagoga cheia. Praticamente todos os lugares estavam lotados. As janelas estavam fechadas por motivo de segurança e muita gente devia estar pensando como que o projeto de comprar e instalar ar condicionados não teve êxito ainda... Então, indiscutivelmente, fazia um calor do Senegal. Dois ventiladores velhos zumbiam sem entusiasmo espalhando o ar quente por algumas senhoras. Os dois não davam conta de alcançar toda a mulherada. Apesar de não ser um grande alívio, sentir o ar jogado por um dos ventiladores era o melhor que se poderia ter.  Portanto, junto com o calor, subiu à cabeça de algumas mulheres a dúvida sobre quem teria o direito de usufruir desse fachguinign*? Preocupei-me com o rabino. Ele precisava ficar concentrado. O tumulto poderia quebrar todo o clima da reza. As partes em conflito pareciam não se importar com nada. Na verdade, parecia que se esqueceram de onde estavam. As mais ousadas se levantaram e moveram o velho aparelho para lhes favorecer. A indignação daquelas que anteriormente estavam se refrescando foi sentida no ambiente. O ar quente ficou tomado por olhares furiosos e manifestações meio abafadas contendo, provavelmente um monte de maus pensamentos. Como encaixar tamanho absurdo nesse dia tão sagrado? Acontece que logo a paz foi reestabelecida. As orações tomaram conta novamente da sinagoga e eu pude voltar ao meu devaneio. Não posso obrigar ninguém a acreditar, mas escutei meus avós conversando sobre brigas que aconteciam nos campos de concentração por causa de qualquer pedaço de alimento. Querer o melhor para si parece uma atitude feia e errada, mas disseram eles, sem dúvida, é uma atitude profundamente humana. Deixar que o outro fique com o melhor pedaço do frango, com a melhor cama ou até mesmo com o vento de um velho ventilador pode mostrar que existe um senso de respeito, mas pode mostrar que existe uma subordinação exagerada ou até desnecessária a alguma autoridade. Nós judeus já fomos obrigados a respeitar muitas autoridades. Gostamos de dar nossas opiniões e fazer valer nossas idéias. Aprendemos que não somos obrigados a engolir nada e que podemos discutir, sempre respeitando o outro. Será que a discussão acaba sendo mais positiva que o incômodo que ela causa? Meus avós me responderam que sim. Eles me falaram que a partir da discussão, alguma coisa pode acontecer e que por outro lado, nada pode mudar enquanto todos estão acomodados, por exemplo, sentindo calor. Percebi que já era hora de nos despedirmos. Segurei a vontade de pedir que ficassem mais. Sei que não poderiam. Ganhei beijos, abraços, recomendações e quando quis saber quando eles voltariam... Notei que se foram. Naquele momento, todas as pessoas estavam cantando abraçadas a última reza da noite. Não havia nenhum sinal da discussão que houve anteriormente. Os desejos de um bom ano, de saúde e de tantas coisas boas eram repetidos a cada cumprimento trocado entre todos os que estavam na sinagoga. Como muitos, fui descansar e no dia seguinte voltei para as rezas da manhã. Ainda fazia calor, mas como tinha menos gente, os dois velhos aparelhos, como guerreiros, davam conta do que tinham que fazer. Quase na hora do IZCOR* , apareceu um dos membros da comunidade carregando um ventilador novinho e depois mais um. O que tinha tudo para levar o título da guerra do Yom Kipur, virou o Milagre de Yom Kipur. Três mulheres decidiram não só se rebelar contra a posição dos aparelhos, mas também enfrentaram a regra de não comprar coisas no dia sagrado. Graças a essas rebeldes o calor foi muito melhor suportado. Escutei meus avós gargalhando quando os quatro ventiladores brindaram as mulheres com ventos por todos os lados. Nós sabíamos, sabíamos! A esposa do rabino ao meu lado disse que nunca viu alguém que alternava choro e riso como eu no dia de Yom Kipur. Não me faltam motivos, lhe expliquei. Ela pediu que eu escrevesse sobre eles. Prometi escrever e como foi uma promessa no dia mais sagrado, corri para cumpri-la.                   * Kol Nidrei ou Kol Nidre (do aramaico כל נדרי Todos os votos) é uma declaração judaica recitada nas sinagogas no início do serviço noturno de Yom Kipur. Esta declaração permite aos presentes anular votos feitos e não cumpridos. A melodia lembra uma suplica de perdão e é repetida três vezes com o máximo de fervor. Fachguinign significa em idish um prazer muito grande, uma sensação maravilhosa. IZCOR é a oração em memória dos pais falecidos YOM KIPUR é o Dia do Perdão. O mais sagrado dos feriados religiosos judaicos.      

Newsletter

Receba as atualização do site por e-mail.

Os + Lidos

Facebook