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Anne Frank

Sábado, 25 Agosto 2012 00:00
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Existe ligação entre uma garota judia alemã, que foi vítima do Holocausto, e estudantes de escolas públicas brasileiras? Há quem diga que não tem nada a ver. Afirmo que tem. E muito. Anne Frank era uma adolescente como tantas outras, até que os nazistas decretaram que judeus, negros, homossexuais e ciganos não mereciam viver por serem inferiores e por conspurcar a raça humana. Os arianos, os que pertenciam à raça pura, comandariam o mundo. Por conta destes descalabros, a menina e sua família viveram num esconderijo durante cerca de dois anos em Amsterdam. Anne ficou famosa por ter escrito um Diário enquanto esteve prisioneira sem ter cometido crime algum. Quase no final da Guerra, um delator revelou o esconderijo. Anne morreu com 15 anos, em fevereiro de 1945, no campo de concentração de Bergen-Belsen. Seu pai sobreviveu e publicou seu Diário há 65 anos. É um relato singelo da história da vida de Anne naquele período. Mostra sua esperança de viver dias melhores e sua inabalável crença na bondade humana, apesar de tudo... Mais de trinta milhões de leitores em todo o mundo já se comoveram com essa obra, que é considerada um dos mais importantes documentos de vítimas do nazismo. O Brasil tem cinco escolas públicas com o nome de Anne Frank. Não deve ser à toa que brasileiros, podendo homenagear qualquer pessoa do mundo, escolhem Anne Frank. Recentemente, as cinco diretoras dessas escolas foram convidadas pela Confederação Israelita Brasileira a viajar para a Holanda e conhecer o esconderijo, onde hoje funciona o Museu Anne Frank. Foi firmada uma parceria pedagógica entre o Museu e a Secretaria de Educação de SP. A partir de 2013, em 500 escolas brasileiras, adolescentes irão estudar a história de Anne e todo o contexto da II Guerra Mundial em relação a valores como a tolerância e o respeito às diferenças. Identificarão o que há em comum entre as ideias nazistas e horrores que alguns conhecem bem de perto, como o bullying, racismo, perseguição religiosa, intimidações de traficantes de drogas e o preconceito contra a opção sexual de cada um. Há quem se preocupe com a Educação no nosso país!

Auschwitz 70 Anos

Terça, 27 Janeiro 2015 12:06
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´ Hoje, 27 de janeiro de 2015, fazem 70 anos da libertação de Auschwitz. Muita gente já cansou deste tema e prefere não permitir que uma história que aconteceu há tanto tempo possa abalar seu dia ou mesmo seu humor. De uma forma muito semelhante, tal atitude foi tomada por uma parte dos europeus no pós-guerra. Preferiram lidar com o holocausto sem querer remexer nos escombros, sem permitir que o assunto fosse vomitado das gargantas dos sobreviventes. Numa tentativa eufórica e patológica, havia um forte desejo de seguir adiante, reconstruir o que havia sido danificado e partir para o futuro, como se o assunto pudesse ser encerrado por um decreto não enunciado. Assim que foram se fortalecendo de forma física, psicológica e espiritual, deixando para trás a condição de mortos-vivos como foram encontrados, ousados e firmes na crença da importância de não se calar, os sobreviventes, conseguiram relatar o que lhes aconteceu. Muitos levaram mais de uma década para conseguir iniciar a contar os horrores que passaram. Inicialmente falaram para seus familiares e conhecidos e, depois, para os que estivessem dispostos a ouvir. Esses relatos foram considerados preciosidades. Hoje em dia, muitos dos relatos de sobreviventes do holocausto estão filmados e guardados como tesouros em museus do holocausto espalhados pelo mundo. Há quem se dedique ferrenhamente a espalhar a ideia de que o holocausto é uma invenção dos judeus. Em poucos anos, nenhum sobrevivente estará mais vivo. Hoje já são poucos. Muito poucos. Uno-me ao contingente de pessoas espalhadas pelo mundo que entende que a lembrança dos sobreviventes é crucial para que a história não seja deturpada. Não sou hipócrita para me desculpar de tomar seu tempo falando desse assunto. Escrevo justamente para aumentar o número de pessoas com, ao menos, algum conhecimento do assunto. Escrevo para atingir também pessoas que possam ser lembradas e sensibilizadas com esse assunto. Escrevo para que meus filhos saibam que nunca esqueci e que é importante que eles nunca esqueçam. Para finalizar, mais que um minuto de silêncio em homenagem aos 70 anos de libertação de Auschwitz, proponho minutos de pesquisa em ao menos um dos muitos Museus do Holocausto na internet. Para facilitar, basta clicar nos links:             Curitiba http://www.museudoholocausto.org.br, Berlim http://www.alemanhaporquenao.com/2013/05/judisches-museum-berlin-o-museu-judaico.html, Israel (www.yadvashem.org), Washington http://www.ushmm.org/ . Hoje e sempre, que sejam honrados todos os que foram assassinados no Holocausto! Hoje e sempre, que sejam honrados os sobreviventes do Holocausto e seus relatos!

VÁ VOCÊ TAMBÉM!

Quinta, 07 Dezembro 2017 16:51
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No primeiro domingo de dezembro, um grupo de trinta pessoas fez acontecer o último evento do ano de 2017 da Biblioteca Regina Bin da Sociedade Israelita Beth Jacob de Campinas. Visitamos o Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto em SP. Tivemos a honra de sermos guiados pelo Professor Reuven Faingold e também pela Orientadora Educacional Ilana R. Iglicky durante três horas dentro do Memorial. Todos do grupo foram unânimes em salientar o conhecimento do Professor Reuven e sua capacidade de transmitir e contextualizar os fatos e dados históricos. Ilana explicou e apresentou a parte referente à cultura dos imigrantes judeus com muita propriedade. Somos gratos por tanta generosidade de ambos. Visitar um Memorial do Holocausto é dispor-se a reverenciar os Seis Milhões de Judeus inocentes assassinados e fazer reflexões sobre a capacidade de intolerância, brutalidade e ódio que proliferaram nas mentes nazistas. Há quem diga que não quer mais saber desse tema, já se abalou demais com fotos, livros e filmes. São pessoas que acreditam que precisamos de alegria e que não devemos remoer eternamente as vozes que nos chegam dos escombros. Sem querer escutar tais vozes, ou sussurros desesperados, essas pessoas evitam se conectar com a responsabilidade de passar adiante tudo o que aconteceu. Parece não se interessar pela onda de negação do holocausto. Também não lhes interessa se os jovens, estudantes de escolas públicas ou particulares, sabem mais ou menos sobre os fatos relacionados ao nazismo, holocausto e II Guerra Mundial. Esquecer é o caminho para alguma forma de repetição e é um insulto à memória de todos que foram executados no holocausto. Definitivamente esquecer não beneficia a nós, judeus, nem a nenhuma pessoa interessada na paz e na justiça social. No mesmo prédio e não por acaso, também funciona o Memorial da Imigração Judaica. A ligação entre os sobreviventes, os que escaparam antes do holocausto e toda a riqueza cultural que veio para o Brasil é feita com arte e delicadeza. A arquitetura e a decoração de todo o prédio nos fazem esquecer que estamos no Bom Retiro e nos convidam a viajar para algum lugar que não existe. Dias depois dessa visita, meus pensamentos apontam para muitos questionamentos, que ainda precisam ser digeridos, e uma certeza: Cada pessoa que passa pelo Memorial, acaba aceitando, sem fazer nenhum contrato, a obrigação moral de fazer outras pessoas irem lá. Esse é um Memorial que precisa ser conhecido por toda a comunidade judaica, para que todos os judeus saibam que há quem esteja preocupado com assuntos relevantes como esse. E, é um Memorial para ser visitado por escolas, faculdades e grupos das mais diversas origens para que a história não se deturpe jamais! Kol ha Kavod para todos que de alguma forma estão ligados a idealização, construção e manutenção do Memorial da Imigração Judaica e do Holocausto!  

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