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Ela gosta muito de beber. Senta num bar, nas tardes de sábado ou domingo com amigos e, com a ajuda deles, entorna algumas dúzias de latas ou garrafas de cerveja. Sempre sai inteira e, segundo ela, em perfeitas condições, inclusive de dirigir. No último sábado, ela e duas amigas foram numa festa. O convite custou caro, mas podiam comer e beber à vontade desde a hora do almoço até de madrugada. Depois de forrar um pouco a barriga, ela resolveu experimentar vodka com suco de morango. Gostou. As amigas optaram pela cerveja. As três comeram e beberam um monte. A ideia era tentar fazer valer o preço alto que investiram nos convites. Bebiam e davam risadas. Pouco antes da meia noite, as três amigas acharam por bem encerrar o programa. A motorista exalando vodka sentou ao volante. Colocou o cinto de segurança e deu a partida. Precisou manobrar. Ao dar a ré, o carro bateu em alguma coisa e parou. As três tiveram muita sorte. Quase que imediatamente, a motorista começou a vomitar e, em seguida, apagou. Apavoradas, as duas amigas conseguiram puxar a inconsciente para fora do carro. Jogaram-lhe água, deram tapinhas no seu rosto, gritaram no seu ouvido, abriram à força as suas pálpebras, mas nada a fazia voltar a si. Com um esforço medonho, recolocaram-na no carro, dessa vez esparramada no banco de trás. Foram para um hospital. Esperaram um bocado para conseguir um atendimento. Constataram que ninguém tem pena de bêbado. Um médico, por fim, avaliou a situação e aplicou glicose na veia da moça alcoolizada. Esperaram duas horas pela alta da amiga e a levaram para casa. Despejaram a amiga dentro do quarto dela e foram embora. Quando a bebedora de vodka acordou sentia um grande mal estar. Não sabia dizer como chegou à sua casa. Estava ainda com a roupa e os sapatos que havia ido à festa. Sentiu medo do que pudesse ter acontecido. Encarou-se no espelho do banheiro. Notou os vestígios do vômito da noite anterior. Sua imagem lhe deu asco e uma enorme repugnância. Vomitou mais uma vez. Arrastou-se para o banho. Voltou para cama e, aos poucos, durante o dia foi se refazendo. Quando as amigas ligaram, falaram de tudo como se fosse uma piada, uma comédia. O susto e o medo foram enterrados. Ela e as amigas estão prontas para a próxima.
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